O ISOP e a Psicologia do Esporte

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Em comemoração aos 70 anos do Instituto de Seleção e Orientação Profissional (ISOP), foi realizado, no dia 23 de agosto, no auditório da Fundação Getúlio Vargas (FGV), o “Seminário ISOP: Pioneiro da Psicologia”.

O ISOP foi um dos mais importantes centros de formação e divulgação da psicologia antes da regulamentação da profissão, que ocorreu em 1962. Foi criado em agosto de 1947 e extinto em 1990.

O evento, organizado pela Fundação Getúlio Vargas, pelo Conselho Regional de Psicologia/RJ e pelo Laboratório de História e Memória da Psicologia – Clio-Psyché, da UERJ, contou com palestras em torno das principais linhas de atuação da instituição: psicologia do trabalho, psicologia escolar e, descoberta mais recentemente, a psicologia do esporte.

Este último tema foi apresentado pela psicóloga Adriana Amaral, que mostrou os resultados de sua tese de doutorado, em que levantou diversas atividades do ISOP no âmbito da psicologia do esporte, entre elas a indicação direta de Athayde Ribeiro da Silva para atuar junto à seleção brasileira de futebol na preparação para a Copa do Mundo de 1962.

A mesa, coordenada pela psicóloga Cecília Mira y López, neta de Emílio Mira y López e atuante na área do esporte, contou também com a participação do psicólogo Rodrigo Acioly, conselheiro do CRP-RJ e presidente da Associação Brasileira de Psicologia do Esporte (ABRAPESP).

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Cecília Mira y López, Adriana Amaral e Rodrigo Acioly

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Psicologia do esporte na abordagem gestáltica

Já está disponível online o artigo “Em busca de uma boa forma de fazer psicologia do esporte”: contribuições da gestalt-terapia, de autoria da psicóloga Adriana Amaral.

O artigo foi publicado na Revista da Abordagem Gestáltica, avaliada com conceito A2 pela CAPES, e oferece um material ainda raro que mostra como a abordagem gestáltica pode ser utilizada pelos psicólogos no meio esportivo.

Veja abaixo o resumo do artigo. Para ler o texto na íntegra, clique aqui.

Resumo:

Este artigo busca apresentar a psicologia do esporte a partir de uma abordagem que ainda é raramente utilizada neste campo, embora já esteja consolidada no âmbito da psicologia há muitas décadas: a gestalt-terapia. Assim, inicialmente apresenta, em linhas gerais, em que consiste a atuação do psicólogo do esporte para, a partir daí, pensar este trabalho à luz do referencial gestáltico. O foco se dá sobre dois níveis cruciais da intervenção: a compreensão diagnóstica e a intervenção propriamente dita. O artigo aborda o esporte individual de alto rendimento, visto que a psicologia do esporte é extremamente ampla e não haveria como dar conta de todas as suas possibilidades de intervenção num único artigo.

Cursos de Psicologia do Esporte no Rio de Janeiro em 2017

Irão acontecer no primeiro semestre deste ano alguns cursos na área de Psicologia do Esporte no Rio de Janeiro.

A Universidade Estácio de Sá está oferecendo uma pós-graduação prevista para começar em março. Este é o link para maiores informações: http://www.posestacio.com.br/pos-graduacao/rio-de-janeiro/psicologia-do-esporte/266/6861/12.

Também com previsão para março, a UNISUAM oferece a Pós-Graduação em Psicologia do Esporte e do Exercício: http://hotsite.unisuam.edu.br/pos-unisuam/2017/01/10/psicologia-do-esporte-3/

Já em maio deve começar a turma de Formação em Psicologia do Esporte da clínica CEPPE, coordenado pelo psicólogo Paulo Ribeiro, que durante décadas trabalhou no Clube de Regatas do Flamengo.Veja no link a seguir maiores informações: http://www.ceppe.com.br/psicologia-do-esporte-no-rio-de-janeiro/http://www.ceppe.com.br/psicologia-do-esporte-no-rio-de-janeiro/

Ressaltamos que não temos qualquer vínculo com nenhum dos cursos. Estamos apenas divulgando para que os interessados possam ficar cientes e encontrar o que mais lhes atende.

 

Abordagem gestáltica no esporte

Acaba de ser publicado na Revista da Abordagem Gestáltica (RAG) (classificada no Qualis da Capes como A2) o artigo “Em busca de uma boa forma de fazer Psicologia do Esporte: contribuições da Gestalt-terapia”, de autoria da psicóloga Adriana Amaral.

O texto vem contribuir com material teórico de referência sobre o tema, ainda inexistente em língua portuguesa. Internacionalmente, também são muito poucos os trabalhos relacionando a abordagem gestáltica com a Psicologia do Esporte.

O artigo busca, assim, começar a preencher uma lacuna teórica para que estudantes e profissionais de Psicologia do Esporte possam construir novas práticas e outros artigos sobre o assunto.

A edição da revista, no momento, está circulando em versão pdf. Em breve, será disponibilizada no site da mesma no PEPSIC (Periódicos Eletrônicos em Psicologia). Quem quiser visualizar o artigo antes da publicação online, pode enviar um e-mail para adriana_aes@hotmail.com e solicitar o arquivo em pdf.

O ISOP e a Psicologia do Esporte no Rio de Janeiro

Na última segunda-feira, 23 de janeiro, a psicóloga Adriana Amaral defendeu sua tese de doutorado intitulada “O ISOP e a Psicologia do Esporte no Rio de Janeiro: ampliando a história de uma prática”, no Programa de Pós-Graduação em Psicologia Social (PPGPS) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).

O trabalho foi orientado pela Profª. Dra. Ana Maria Jacó-Vilela, diretora do Laboratório de História e Memória da Psicologia Clio-Psyché, da UERJ. Participaram da banca os seguintes professores doutores: Cristianne Almeida Carvalho (UFMA), Hildeberto Vieira Martins (UFF), Alexandre de Carvalho Castro (CEFET/RJ), Lamartine Pereira da Costa (UERJ), Francisco Teixeira Portugal (UFRJ) (suplente) e Alberto Filgueiras (UERJ) (suplente).

 

O Instituto de Seleção e Orientação Profissional (ISOP) foi uma relevante instituição de Psicologia que funcionou entre 1947 e 1990 e a tese aponta diversas produções na área do esporte, além de três personagens principais com contribuições para o campo: Emílio Mira y lópez, Cecília Torreão Stramandinoli e Athayde Ribeiro da Silva.

A tese, agora, encontra-se em fase de finalização para que, em breve, possa ser disponibilizada digitalmente.

Abaixo, o resumo da tese.

“O Instituto de Seleção e Orientação Profissional (ISOP), que funcionou de 1947 a 1990, no Rio de Janeiro, foi uma instituição de extrema relevância no cenário brasileiro. Sendo referência em psicotécnica no país, nunca, entretanto, foi referido  com relação à Psicologia do Esporte. O objetivo deste trabalho é mostrar suas inserções na área, por meio da atuação de seus profissionais, entre eles Athayde Ribeiro da Silva, Emilio Mira y López e Cecília Torreão Stramandinoli, além de suas  publicações. Foi realizada uma pesquisa no Núcleo de Documentação da Fundação Getúlio Vargas (FGV), onde o ISOP funcionou, sendo feitas buscas a partir de termos que relacionavam a instituição a termos da área esportiva, seguindo-se outros termos, a partir de dados que foram surgindo nas pesquisas com os documentos encontrados. Outra fonte foram os cadernos de Alice Mira, psicóloga e esposa de Emílio Mira y López. Os cadernos são uma compilação de recortes de publicações de jornais e revistas de sua época que fizessem referência, de alguma forma, a Emilio Mira y López, reunidos em diversos volumes e que foram digitalizados pela FGV. Os artigos de Cecília Stramandinoli em revistas científicas foram obtidos graças à digitalização deste material. Os livros e artigos escritos por Athayde Ribeiro da Silva (sozinho e em “parceria” com Emilio Mira y López) foram tratados como fontes primárias, tendo sido cuidadosamente resumidos para a análise realizada. Também recorremos à memória de personagens ligados direta ou indiretamente à história que estamos contando, realizando algumas entrevistas. O resultado das pesquisas mostra a intensa participação do ISOP tanto no apoio à seleção brasileira de futebol, na década de 1960, quanto à produção científica, através de sua revista, e a produção intelectual de alguns de seus personagens. São fatos que não faziam parte da história construída da Psicologia do Esporte até o momento e que certamente possuem relevância neste contexto. Assim, esperamos lançar nova luz à Psicologia do Esporte e também aos três personagens que elencamos aqui, complementando a história já existente, ampliando as referências teóricas e práticas para uma Psicologia do Esporte atual, contextualizada e diversificada.”

 

Novos volumes da Revista Brasileira de Psicologia do Esporte

Acabam de ser publicados os dois últimos volumes da Revista Brasileira de Psicologia do Esporte (RBPE), referentes ao ano de 2016.

Após alguns anos sem publicações, devido a problemas técnicos, a revista volta, após as atividades do Grupo de Trabalho de Psicologia do Esporte na Reunião Anual da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Psicologia (ANPEPP) em 2016. O retorno às atividades e gradual crescimento da avaliação da revista junto à Capes foram um dos resultados do GT, conforme relatado em artigo no volume 6, número 2.

A revista está aberta à submissão de trabalhos e vem crescendo no campo da Psicologia, sendo a única publicação específica na área de Psicologia do Esporte. Os novos volumes podem ser conferidos online clicando aqui.

Arteterapia gestáltica no trabalho com atletas

Neste final de semana, está acontecendo o XV Encontro Nacional de Gestalt-Terapia e XII Congresso Brasileiro da Abordagem Gestáltica.

A psicóloga Adriana Amaral apresentou no evento o trabalho intitulado “Arteterapia gestáltica  no trabalho com atletas”, contando dois exemplos de usos da arteterapia com atletas militares que disputaram os VI Jogos Mundiais Militares na Coreia, em 2015.

A arteterapia vem acenando como um recurso que, de forma lúdica, colabora na integração de aspectos desconhecidos da personalidade, no aumento do foco pré-competição, melhora do rendimento, desenvolvimento da autoconfiança e do espírito de equipe. A arteterapia gestáltica é marcada pela fenomenologia e pelo sentido que o próprio cliente dá ao seu trabalho. Além disso, o princípio do isomorfismo assume que uma imagem é estruturalmente similar ao comportamento do organismo que a criou. Daí as possibilidades de sua utilização no esporte, como uma “recriação” do contexto competitivo, como experimentos de empoderamento.

Agradecemos as atletas do futebol feminino e do pentatlo naval pela autorização para a apresentação do trabalho.  Estas experiências mostram a riqueza do trabalho em gestalt, que possibilita ampliação da awareness e maior integração do ser humano consigo e com os demais e como a arteterapia pode ser um auxílio engrandecedor para este processo. Ao usar diferentes formas de expressão e a possibilidade do trabalho em conjunto, a arte resgata forças, desenvolve a criatividade, tão cara aos atletas, e projeta no trabalho desenvolvido as possibilidades de sucesso.

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“Invencível”

Às vésperas dos Jogos Olímpicos Rio 2016, faremos a indicação de um filme que retrata a trajetória de um verdadeiro herói olímpico.

“Invencível”, (Unbroken no original) conta a história de Louie Zamperini (1917-2014), filho de italianos que foram para os Estados Unidos e que se tornou um “garoto-problema”. Sempre metido em encrencas, muitas delas devido ao fato de ser estrangeiro, foi levado pelo seu irmão a se inscrever na equipe de atletismo da escola. O sucesso foi tanto que ele se qualificou para os Jogos Olímpicos de Berlim, em 1936.

Mas a guerra impediu a trajetória daquele que poderia ser um grande recordista americano. Em 1943, o avião onde atuava como bombardeiro na Segunda Guerra Mundial caiu no oceano, onde ele passou 47 dias à deriva. Foi resgatado pelos japoneses e feito prisioneiro de guerra, onde só não foi decapitado por ter sido reconhecido como atleta olímpico.

Foi, então, enviado a outra prisão onde sofria torturas diárias do comandante do campo, conhecido como “A Ave”.

Zamperini resistiu a situações inacreditáveis, sendo libertado ao fim da guerra. Sofreu de estresse pós-traumático durante anos, mas conseguiu se recuperar, perdoar seus algozes e passou a fazer trabalhos com crianças delinquentes e a dar palestras contando sua história.

O filme tem, ainda, alguns extras, dentre os quais um que conta toda essa história, com relatos do atleta, ainda vivo, ratificando as cenas mostradas na tela. Uma história emocionante de  superação, perdão, determinação e da importância do esporte na construção do caráter.

 

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Pesquisa e Pós-Graduação em Psicologia do Esporte

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Neste ano de 2016, a Psicologia do Esporte teve mais um importante acontecimento científico. Pela primeira vez, um Grupo de Trabalho de Psicologia do Esporte participou do Simpósio da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Psicologia (ANPEPP), que aconteceu de 07 a 10 de junho, em Maceió.

Foi necessário esperar alguns anos até que houvesse profissionais da área doutores e/ou professores universitários, o que só aconteceu recentemente. Estiveram presentes psicólogos de vários estados, como RJ, MG, SP, MA, RS, CE, e de diversas gerações. A atuação acadêmica destes profissionais possibilitou a inscrição do GT, que possui como produto ações efetivas na área. Foram discutidos pontos como a reativação da Revista Brasileira de Psicologia do Esporte e a inserção de linhas de pesquisa nos programas de pós-graduação do país.

O significado desta participação é incomensurável e significará avanços na área no âmbito da pesquisa e da pós-graduação, em especial stricto sensu (mestrado e doutorado).

I Encontro dos Psicólogos Esportivos do Rio de Janeiro

No dia 02 de julho de 2016, o Rio de Janeiro receberá um grande evento para a Psicologia do Esporte, reunindo psicólogos de diferentes gerações que trabalham com esporte no estado do Rio: o I Encontro dos Psicólogos Esportivos do Rio de Janeiro.

O evento será aberto a estudantes e profissionais da Psicologia e de outras ciências do esporte.  e acontecerá no campus da Universidade Veiga de Almeida, na Barra da Tijuca. As inscrições são gratuitas através do e-mail: eventopsiesporterio@gmail.com.

Não perca! Corra e faça sua inscrição!

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